
17 de Abr de 2008
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Quinta-feira, Abril 17, 2008
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3 de Abr de 2008
A razão deste blogue
Correspondendo aos desafios que me tem sido feitos em jeito de mensagens no "De A a Z Quem é quem nas Ruas de Monte Abraão", dirigidos para o meu email ou pessoalmente, desde que publiquei o blogue acima referido sobre Monte Abraão, tendo em conta também, os incentivos recebidos, que muito agradeço, inicio hoje mesmo, uma tarefa que sei irá ser um desafio por um lado simples, por outro muito complexo.
Simples porque não tenho a veleidade de me julgar capaz de efectuar um trabalho como esta cidade merece e assim, apenas poderá ser um trabalho à dimensão das minhas capacidades; complexo porque sei da dificuldade que irei deparar na pesquisa biográfica de todas as personalidades que emprestam o seu nome às 171 ruas, praças, escadinhas, becos e calçadas desta cidade.
Embora consciente dessas dificuldades, hoje arregaço as mangas e dou inicio, com muito prazer, a este estudo (à semelhança do que fiz sobre Monte Abraão) sobre as personalidades que deram o nome às Ruas da Freguesia de Queluz.
Assim, solicito a todos os que de alguma forma possam colaborar nesta tarefa, com fotografias, biografias ou outras indicações o contacto para o meu email.
Agradeço também a quem fizer o favor de corrigir o que eventualmente possa ser publicado com inexactidão.
E para dar uma ideia aqui vão algumas das 117 fotografias já recolhidas, as quais irão sendo publicadas à medida que for recolhendo as informações necessárias.
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1 - Av. António Ennes
António José Ennes, nasceu em Lisboa a 15 de Agosto de 1848.Jornalista trabalhou na “Gazeta do Povo” e no jornal “O País”, afecto à corrente filosófica do «Partido Histórico», a que Ennes pertencia.

Em 1880 foi eleito deputado, mas a câmara foi dissolvida. Em 1886 foi nomeado bibliotecário-mor da Biblioteca Nacional de Lisboa. Foi eleito deputado na legislatura de 1884-1887,e reeleito para as de 1887-1889 e 1890-1891.
Após o ultimato britânico de 1890, António Enes foi nomeado Ministr0 da Marinha e do Ultramar (de 14 de Outubro de 1890 a 25 de Maio de 1891), sendo Presidente, João Crisóstomo de Abreu e Sousa.

Num período de grande pressão política sobre as questões ultramarinas face à onde nacionalista que varreu Portugal em consequência da ofensa britânica, António Enes, conseguiu manter os necessários equilíbrios internos e externos, organizou expedições militares a Moçambique, para fazer face à crescente proximidade entre Gungunhana e os interesses britâncos, e a São Tomé e Príncipe, Guiné e Bié .
Foi sucedido no cargo por Júlio de Vilhena.
Em 1891 foi nomeado Comissário Régio em Moçambique, onde deu provas de grande saber e competência, deixando o seu nome ligado a notáveis obras e feitos naquele território.
Em 1896 foi nomeado ministro de Portugal no Brasil.Presidiu ainda ao comité que dirigiu os trabalhos do 5.º Congresso da Imprensa, que reuniu em Lisboa no ano de 1898.
Faleceu em Queluz a 6 de Agosto de
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2 - Av. Comandante Paiva Couceiro
Henrique Mitchell de Paiva Couceiro, nasceu em Lisboa a 30 de Dezembro de 1861.Oficial de cavalaria esteve nas campanhas de África em Cubango e Bié entre 1890 e 1893, foi agraciado com a Ordem da Torre e Espada em 1890. Ficou célebre na luta contra as forças de Gungunhana, foi proclamado benemérito da Pátria, em 1896.
Após a proclamação da Republica em 1910, sucederam várias contra-revoluções monárquicas com o objectivo de restaurar a Monarquia.
Henrique de Paiva Couceiro, comandou desde a Galiza onde se refugiou, duas incursões no norte de Portugal, em 1911 e 1912 tendo logrado em 1919 restaurar a Monarquia, por 25 dias entre o Minho e a linha do Vouga.
Em nome do Rei, restaurou a Carta Constitucional de 1826, o Hino e a Bandeira, sendo porém abortada esta experiência como era inevitável.
Com a implantação do Estado Novo e a subida ao poder de António de Oliveira Salazar (curiosamente também monárquico) foi preso e desterrado nas Canárias donde regressou a Portugal em 1944.
Morre em Lisboa na Av. Praia da Vitória em 11 de Fevereiro de 1944, com 83 anos.
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3 - Av. Dr. Francisco Sá Carneiro
Dr. Francisco Sá Carneiro, advogado de profissão, formado na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, foi eleito pelas listas da Acção Nacional Popular, o partido único do regime salazarista, para a Assembleia Nacional, convertendo-se em líder da Ala Liberal onde desenvolveu diversas iniciativas tendentes à gradual transformação da ditadura numa democracia típica da Europa Ocidental. Colaborou com Mota Amaral na elaboração de um projecto de revisão constitucional, apresentado em 1970.
Não tendo alcançado os objectivos aos quais se propusera, viria a resignar ao cargo de deputado com outros membros da Ala LiberalEm Maio de 1974, após a Revolução dos Cravos, Sá Carneiro fundou o Partido Popular Democrata (PPD), entretanto redesignado Partido Social-Democrata (PSD), juntamente com Francisco Pinto Balsemão e José Magalhães Mota. Torna-se o primeiro Secretário-Geral do novo partido.Nomeado Ministro sem pasta em diversos governos provisórios, seria eleito deputado à Assembleia Constituinte no ano seguinte, e em 1976 eleito para a I Legislatura da Assembleia da República.Em Novembro de 1977, demitiu-se da chefia do partido, mas seria reeleito no ano seguinte para desempenhar a mesma função. Em finais de 1979, criou a Aliança Democrática, uma coligação entre o seu PPD/PSD, o Centro Democrático Social-Partido Popular de Diogo Freitas do Amaral, o Partido Popular Monárquico de Gonçalo Ribeiro-Telles, e alguns independentes.A coligação vence as eleições legislativas desse ano com maioria absoluta.
Dispondo de uma ampla maioria a apoiá-lo (a maior coligação governamental até então desde o 25 de Abril), foi chamado pelo Presidente da República Ramalho Eanes para liderar o novo executivo, tendo sido nomeado primeiro-ministro a 3 de Janeiro de 1980, sucedendoFrancisco Sá Carneiro faleceu na noite de 4 de Dezembro de 1980, em circunstâncias trágicas e nunca completamente esclarecidas, quando o avião no qual seguia se despenhou em Camarate, pouco depois da descolagem do aeroporto de Lisboa, quando se dirigia ao Porto para participar num comício de apoio ao candidato presidencial da coligação, o General António Soares Carneiro.
Notas Biográficas retiradas da Wikipédia, a enciclopédia livre
Não tendo alcançado os objectivos aos quais se propusera, viria a resignar ao cargo de deputado com outros membros da Ala LiberalEm Maio de 1974, após a Revolução dos Cravos, Sá Carneiro fundou o Partido Popular Democrata (PPD), entretanto redesignado Partido Social-Democrata (PSD), juntamente com Francisco Pinto Balsemão e José Magalhães Mota. Torna-se o primeiro Secretário-Geral do novo partido.Nomeado Ministro sem pasta em diversos governos provisórios, seria eleito deputado à Assembleia Constituinte no ano seguinte, e em 1976 eleito para a I Legislatura da Assembleia da República.Em Novembro de 1977, demitiu-se da chefia do partido, mas seria reeleito no ano seguinte para desempenhar a mesma função. Em finais de 1979, criou a Aliança Democrática, uma coligação entre o seu PPD/PSD, o Centro Democrático Social-Partido Popular de Diogo Freitas do Amaral, o Partido Popular Monárquico de Gonçalo Ribeiro-Telles, e alguns independentes.A coligação vence as eleições legislativas desse ano com maioria absoluta.
Dispondo de uma ampla maioria a apoiá-lo (a maior coligação governamental até então desde o 25 de Abril), foi chamado pelo Presidente da República Ramalho Eanes para liderar o novo executivo, tendo sido nomeado primeiro-ministro a 3 de Janeiro de 1980, sucedendoFrancisco Sá Carneiro faleceu na noite de 4 de Dezembro de 1980, em circunstâncias trágicas e nunca completamente esclarecidas, quando o avião no qual seguia se despenhou em Camarate, pouco depois da descolagem do aeroporto de Lisboa, quando se dirigia ao Porto para participar num comício de apoio ao candidato presidencial da coligação, o General António Soares Carneiro.Notas Biográficas retiradas da Wikipédia, a enciclopédia livre
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4 - Av. Miguel Bombarda
Miguel Augusto Bombarda, nasce no Rio de Janeiro a 6 de Março de 1851, filho de pais portugueses, que regressam a Portugal em 1858.Frequenta o Curso de Medicina da Escola Médico Cirúrgica de Lisboa, tendo em 1877 defendido a tese “Do delírio das perseguições.

Grande autoridade em doenças nervosas, desde 1892 que estava colocado à frente de Rilhafoles, (Hospital Psiquiatrico de Lisboa) que buscou sempre melhorar.
Ao mesmo tempo colaborava na luta antituberculosa. Pertencia a muitas sociedades médicas e à Academia das Ciências de Lisboa. A ciência trouxera-o para a luta política e em prol da emancipação da consciência humana. Miguel Bombarda pertenceu, portanto, a um grupo de portugueses inconformados com a situação de atraso do país, que se revia nas "Conferências do Casino" com Antero de Quental e outros e que queria urgentemente renovar o país, culpando a Igreja pelo atraso.

Empenhou-se na actividade política, defende a República por oposição à Monarquia embora tenha aderido tardiamente ao ideal republicano. Foi socialista e anti-clerical.
A sua obra “A Ciência e o Jesuitismo”, de 1900, é um bom documento sobre o nosso “fin de siècle”.
É eleito deputado republicano nas eleições de Agosto em 1910, membro do comité revolucionário para implantação da República em Portugal é considerado o seu chefe civil.
O atentado contra Miguel Bombarda a 3 de Outubro de 1910, perpetrado por Aparício Rebelo dos Santos tenente do exército, de 32 anos que um ano antes estivera internado em Rilhafoles durante três meses, não o deixa assistir à vitória dos republicanos e põe o País em alvoroço. Mataram o Bombarda era o grito que se ouvia misto de dor e indignação, um louco tirava-lhe a vida, prostrando para sempre o principal chefe civil das forças revolucionárias.
Miguel Bombarda não estará com os seus, nesse dia de Outubro de 1910.

Rilhafoles, hoje conhecido como Hospital Miguel Bombarda.
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5 - Av. Engenheiro Duarte Pacheco
Duarte Pacheco nasceu em Loulé em 19 de Abril de 1900. (ver bigrafia completa).Em 1917 ingressa no recém-criado Instituto Superior Técnico (IST).
Seis anos depois termina o curso de Engenharia Electrotécnica com a classificação de 19 valores. Pouco depois, é convidado para professor de Matemáticas Gerais no Instituto e em 1927 é nomeado director do IST.
No ano seguinte foi convidado para ministro das Obras Públicas. Abandona o governo em 1936 mas voltará em 1938 a ocupar cargos políticos, aceitando ser presidente da Câmara Municipal de Lisboa, seguindo-se o regresso ao ministério das Obras Públicas nesse mesmo ano. Ministro das Obras Públicas de Salazar, Duarte Pacheco modernizou o País. Hábil a fintar os esquemas asfixiantes do regime, reestruturou os serviços dos correios e telecomunicações e revolucionou o sistema rodoviário.
Falar de Duarte Pacheco é falar, ainda, de uma nova política de habitação, planos de urbanização, ensino, cultura. Com grande carácter, vontade forte e ousadia extrema, Duarte Pacheco revoluciona Portugal nas mais diversas áreas: obras públicas, transportes e comunicações, assistência, ensino e cultura. Marca de forma decisiva. Duarte Pacheco morreu num acidente de viação em 1943.
Seis anos depois termina o curso de Engenharia Electrotécnica com a classificação de 19 valores. Pouco depois, é convidado para professor de Matemáticas Gerais no Instituto e em 1927 é nomeado director do IST.

No ano seguinte foi convidado para ministro das Obras Públicas. Abandona o governo em 1936 mas voltará em 1938 a ocupar cargos políticos, aceitando ser presidente da Câmara Municipal de Lisboa, seguindo-se o regresso ao ministério das Obras Públicas nesse mesmo ano. Ministro das Obras Públicas de Salazar, Duarte Pacheco modernizou o País. Hábil a fintar os esquemas asfixiantes do regime, reestruturou os serviços dos correios e telecomunicações e revolucionou o sistema rodoviário.
Falar de Duarte Pacheco é falar, ainda, de uma nova política de habitação, planos de urbanização, ensino, cultura. Com grande carácter, vontade forte e ousadia extrema, Duarte Pacheco revoluciona Portugal nas mais diversas áreas: obras públicas, transportes e comunicações, assistência, ensino e cultura. Marca de forma decisiva. Duarte Pacheco morreu num acidente de viação em 1943.
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6 - Av. da Igreja
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7 - Av. José Elias Garcia
José Elias Garcia, nasceu em Cacilhas a 31 de Dezembro de 1830 e faleceu em Lisboa em 21 de Junho de 1891. Filho de José Francisco Garcia, chefe das oficinas do Arsenal de Marinha, revolucionário liberal que sempre se batera pela causa constitucional.
Elias Garcia foi um dos vultos mais prestigiosos do movimento republicano português, na sua primeira fase.
Foi coronel de Engenharia, político, jornalista, presidente de diversas organizações liberais, lente da Escola do Exército, grão-mestre da Maçonaria portuguesa, deputado e presidente da Câmara Municipal de Lisboa em 1871. José Elias Garcia morreu pobre, tendo dedicado toda a sua vida à defesa da Democracia 
Nota curiosa é o facto de, embora com algumas interrupções o nome de Elias Garcia cobre artérias que vão desde Sintra até Lisboa.
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8 - Av da Republica
Tudo começou após o ultimato do governo britânico - entregue a 11 de Janeiro de 1890 por um "Memorando" - a Portugal, para a retirada das forças militares existentes no território compreendido entre as colónias de Moçambique e Angola. 
A impossibilidade de resistência leva à imediata queda do governo, e ao desenvolvimento um profundo movimento de descontentamento social, implicando directamente a família reinante, vista como demasiado próxima dos interesses britânicos, na decadência nacional patente no ultimato.
Por esta altura também os ânimos estavam ao rubro na sequência da ditadura administrativa implantada por João Franco, então presidente do Governo, com o apoio do rei.

Estes clima de tensão que perturba a política portuguesa que dará lugar a uma cadeia de acontecimentos que desemboca no fim da monarquia constitucional e no reforço na consciência colectiva portuguesa do apego ao império colonial, que depois teve pesadas consequências ao longo do século XX.
A 1 de Fevereiro de 1908, na viagem de regresso de Vila Viçosa, em pleno Terreiro do Paço, Manuel Buíça, professor primário expulso do Exército e Alfredo Costa, empregado do comércio e editor, apontam armas certeiras a D. Carlos e a D. Luís Filipe príncipe herdeiro, os quais tem morte imediata, assim como os dois regicidas.
Quatro autores estão na base principal sobre os factos que se apuraram: Raul Brandão, António de Albuquerque, Aquilino Ribeiro e José Maria Nunes.
O regícidio é geralmente considerado como o fim efectivo do regime monárquico constitucional, sendo o golpe de 5 de Outubro de 1910 apenas a sua confirmação, a revolta republicana que já se avizinhava no contexto da instabilidade política
Activo na política portuguesa desde 1878, Teófilo Braga, torna-se o primeiro Presidente da Republica Portuguesa a que se seguirão mais oito nomes, durante a vigência da chamada “Primeira Republica” que vai de 1910 a 1926.
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9 - Beco dos Capuchos
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10 - Calçada Luis de Freitas Branco
Luís de Freitas Branco, nasceu em Lisboa no dia 12 de Outubro de 1890, na Trav. do Convento de Jesus nº. 16, filho de um alto funcionário da corte de D. Carlos. (o pai de Luís de Freitas Branco, seguia com o séquito do rei no dia em que foi assassinado).Aprendeu violino muito cedo e com 14 anos já compõe canções que atingem grande popularidade, colabora no Diário ilustrado com uma rubrica de crítica musical.
Vai para Berlim com o tio João de Freitas Branco, em 1910 estudar composição e história da música, mas está em Lisboa no dia 5 de Outubro. (29 anos mais tarde recordará, no Diário, que às oito e meia da manhã ouviu gritos de "Viva a República, Viva a Liberdad”)

Em 1911 vai a Paris em 1911 onde entra em contacto com Debussy. Regressado a Portugal é nomeado Professor do Conservatório de Lisboa, passando depois a subdirector, funções que exerce de 1919 a 1924.
Se o seu espírito crítico cedo o fez reconhecer os defeitos da monarquia, a Primeira República trouxe-lhe alguns desgostos o que o leva à oposição. Quando o Movimento de 28 de Maio de 1926 instaura em Portugal uma ditadura, afasta-se rapidamente do regime e começa uma aproximação aos ideais socialistas e a António Sérgio, que muito admirava.
Funda o Integralismo Lusitano (agrupamento sócio/politico activo e influente na oposição ao Estado Novo de Oliveira Salazar)
A sua amizade com Bento de Jesus Caraça, leva-o a apoiar militantes comunistas e a própria acção do PCP, na clandestinidade.

Em 1940 é movido a Luís de Freitas Branco, um processo disciplinar, por parte do Conservatório Nacional, por, alegadamente se ter referido de forma irreverente à passagem bíblica sobre a anunciação, aconselhando as alunas a escolher melhor marido que S. José. O resultado foi o seu afastamento daquela unidade escolar.
Com um grupo de discípulos mantém tertúlias e na então Emissora Nacional realiza uma série de palestras.
Em 1950, Termina a música para o filme Frei Luís de Sousa, realizado por António Lopes Ribeiro.
No dia 12 de Janeiro de 1955, sofre um grave colapso cardíaco. Compreendendo o que fatalmente vai acontecer, diz a amigos que já por duas vezes teve a sensação da morte e que de ambas foi uma sensação de alívio.
Morre na madrugada do dia 27, na Rua do Século nº 79.
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11 - Calçada do Moinho de Vento
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12 - Casal dos Afonsos
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13 - Casal Zunidos
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14 - Escadinhas Cláudio Carneiro
Cláudio Carneiro, nasceu na cidade do Porto em 1895, filho e irmão de pintores, opta pela musica , estudando violino e composição no Conservatório de Musica do Porto. Compôs musica de camara, para violino, piano e flauta.
Morreu em 1963, contava 68 anos.
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15 - Escadinhas do Pendão
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16 - Estrada das Águas Livres
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17 - Estrada do Cemitério
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18 - Estrada Nacional 117-3
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19 - Impasse Camilo Pessanha
Camilo Pessanha, nasceu em Coimbra, no ano de 1867, filho de um estudante e de uma mulher do povo. Em 1885, inicia seus estudos no curso de Direito, na Universidade de Coimbra Formado, trabalha em Mirandela e em Óbidos. Nesta última cidade, torna-se próximo a Alberto Osório de Castro, por cuja irmã, Ana de Castro Osório,(futura escritora) se apaixona sem ser correspondido. 
No ano de 1894, muito provavelmente por motivo desta desilusão amorosa, parte para Macau, lugar para onde concorre como professor. Integrasse na cultura de Macau chegando mesmo a fazer traduções do mandarim para o português.
Contrai tuberculose, doença dos finais do séc XVIII, que agrava com o vicio do ópio. Vem a Lisboa várias vezes em busca de cura, era então poeta notável como reconheceram, Fernando Pessoa e Luís de Montalvor.
Trava entretanto conhecimento com Alberto Osório de Castro, filho da mesma Ana de Castro Osório que o poeta cortejara duas décadas antes, que tudo faz para reunir em livro a obra de Camilo. É a Editora Lusitânia (propriedade de Ana de Castro Osório), que publica em 1920, Clepsidra, (poesia) único livro de sua autoria que Pessanha viu em toda a vida.
Continua apaixonado por Ana, que entretanto enviuvara, não obstante ter no Oriente várias mulheres com filhos seus, mas esta não vê em Camilo Pessanha, mais nada que um amigo.Assim volta a Macau onde morre no dia 1 de Março de 1926.

No ano de 1894, muito provavelmente por motivo desta desilusão amorosa, parte para Macau, lugar para onde concorre como professor. Integrasse na cultura de Macau chegando mesmo a fazer traduções do mandarim para o português.
Contrai tuberculose, doença dos finais do séc XVIII, que agrava com o vicio do ópio. Vem a Lisboa várias vezes em busca de cura, era então poeta notável como reconheceram, Fernando Pessoa e Luís de Montalvor.
Trava entretanto conhecimento com Alberto Osório de Castro, filho da mesma Ana de Castro Osório que o poeta cortejara duas décadas antes, que tudo faz para reunir em livro a obra de Camilo. É a Editora Lusitânia (propriedade de Ana de Castro Osório), que publica em 1920, Clepsidra, (poesia) único livro de sua autoria que Pessanha viu em toda a vida.
Continua apaixonado por Ana, que entretanto enviuvara, não obstante ter no Oriente várias mulheres com filhos seus, mas esta não vê em Camilo Pessanha, mais nada que um amigo.Assim volta a Macau onde morre no dia 1 de Março de 1926.
Estátua
Cansei-me de tentar o teu segredo:
No teu olhar sem cor, --- frio escalpelo,
O meu olhar quebrei, a debatê-lo,
Como a onda na crista dum rochedo.
Segredo dessa alma e meu degredo
E minha obsessão! Para bebê-lo
Fui teu lábio oscular, num pesadelo,
Por noites de pavor, cheio de medo.
E o meu ósculo ardente, alucinado,
Esfriou sobre o mármore correcto
Desse entreaberto lábio gelado...
Desse lábio de mármore, discreto,
Severo como um túmulo fechado,
Sereno como um pélago quieto.
No teu olhar sem cor, --- frio escalpelo,
O meu olhar quebrei, a debatê-lo,
Como a onda na crista dum rochedo.
Segredo dessa alma e meu degredo
E minha obsessão! Para bebê-lo
Fui teu lábio oscular, num pesadelo,
Por noites de pavor, cheio de medo.
E o meu ósculo ardente, alucinado,
Esfriou sobre o mármore correcto
Desse entreaberto lábio gelado...
Desse lábio de mármore, discreto,
Severo como um túmulo fechado,
Sereno como um pélago quieto.
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20 - Impasse Gaspar Corte Real
Filho de João Vaz Corte Real, terá nascido em Tavira por volta do ano de 1450, tendo ido para os Açores (que reclamam ser o seu berço) com tenra idade. Gaspar Corte Rel foi um dos Navegadores Portugueses ao serviço de D. Manuel I.Em 1500, terá realizado uma primeira viagem de descoberta de sua própria iniciativa, que embora não se sabendo com toda a certeza, se crê, ter sido para ocidente. A concessão que lhe faz D. Manuel diz claramente que são lhe concedidos direitos sobre “ilhas ou terra firme que venha a descobrir”,

Apesar dos poucos dados existentes, presume-se que numa das suas viagens Gaspar Corte Real terá encontrado a península da Florida e atingido ainda o Canadá. Terra Nova ou "Terra dos Corte-Reais". Gaspar Corte Real, partiu em 1501 numa segunda expedição ao Continente Americano e nunca mais voltou.
A 9 de Outubro de 1501, chega a Lisboa uma das naus que o acompanhara, a bordo grande quantidade de produtos locais e sete nativos capturados. Outro navio chega a 11 do mesmo mês, trazendo cerca de cinquenta cativos e também produtos locais.

Uma carta náutica portuguesa, datada de 1502, mostra-nos, de facto, a Terra Nova, a qual está enganadoramente puxada para Leste, para que possa ser chamada de Terra de el-Rei de Portugal
O outro filho Miguel, partiu em 1502 em busca de seu irmão e também nunca mais foi visto.
Existe uma pedra com 40 tonelas, que esteve dentro de água até 1965 na margem esquerda do Rio Taunton, situada numa região a sul de Boston. Em 1918 foi detectado na pedra o nome de Miguel Corte Real e a data de 1511 (com o 5 em forma de S, como era característico na época), e em 1951, três cruzes da Ordem de Cristo na mesma pedra. A Pedra de Dighton possui também outros símbolos nacionais como o escudo português em forma de U e o escudo português em forma de V. A pedra está presentemente no museu local.

A pedra de Dighton
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21 - Impasse Gonçalo Velho Cabral
Gonçalo Velho Cabral, Comendador de Almourol, amigo, frei da Ordem Militar de Cristo, foi um navegador que ao serviço do Infante D. Henriquese lhe atribui a descoberta dos Açores entre 1431/1439, assim como o seu povoamento. Morreu com a idade de 70 anos. 


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22 - Impasse João Fernandes Labrador
João Fernandes Labrador, navegador português, terá nascido no ano de 1453, numa das ilhas dos Açores. ( Ilha Terceira)Por volta do ano de 1499 emite D. Manuel uma carta onde refere que João Fernandes Labrador “nos disse que por serviço de Deos e nosso” iria partir em busca e descobrimento de algumas Ilhas à sua custa, prometendo-lhe D. Manuel a capitania de todas as ilhas povoadas ou despovoadas que ele descobrisse.
Assim é muito provavel que Labrador tivesse “descoberto” a Gronelândia porém já não é tão certo ter descoberto o actual “Labrador”
Certo é que Fernandes Labrador, representou por gráficos as costas de Sudoeste da Gronelândia e do noroeste da América do Norte por volta de 1498 e contou sobre eles na Europa
Crê-se que morreu no ano e 1505
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23 - Impasse Maestro José Belo Marques
Maestro José Belo Marques, nascido em Leiria em 1898Em 1935 ingressou nos quadros da Emissora Nacional. Dirigiu o Centro de Preparação de Artistas da Rádio, após ter regressado de Africa para onde foi em 1938.
Como compositor ficaram celebres algumas canções, entre as quais “Alcobaça” Formou a Orquestra Típica Portuguesa e dirigiu a Orquestra de Variedades da Emissora Nacional.
Escreveu para o Teatro de Revista, para o cimena e ainda marchas populares. Retirou-se na década de sessenta vindo a falecer em 1986.
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24 - Impasse Pero da Covilhã
Pedro ou Pêro da Covilhã, terá nascido na Covilhã, no ano de 1450 Etiópia, 1530?) foi um diplomata e explorador português. Pêro da Covilhã, recebe um convite para servir D. Juan de Guzman, irmão do Duque de Medina-Sidónia assim parte para Sevilha aos 18 anos, aos 24 anos, é admitido como moço de esporas de D. Afonso V. que pela sua amizade e pelo seu domínio de línguas, nomeadamente a língua árabe passado pouco tempo, decide El-Rei elevá-lo a escudeiro, com direito a armas e cavalo.

Em 1487, D. João II, envia-o juntamente com Afonso de Paiva em busca de notícias do mítico reino do Preste João e da Índia, Na Etiópia é bem acolhido pelo imperador Alexandre, descendente do Preste João, rico e bem sucedido, ali casou e teve filhos, vindo a morrer muitos anos depois pol volta de 1530.
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25 - Impasse Tristão Vaz Teixeira
Tristão Vaz Teixeira terá nascido por volta de 1395
Inicialmente conhecido apenas por Tristão Vaz, casou com com Branca Teixeira de quem teria adoptado o apelido “Teixeira”, era escudeiro do Infante D. Henrique, a quem acompanhou a Ceuta e Tânger, onde se mostrou "homem assaz ardido". Terá com Gonçalo Zarco aportado à ilha que depois seria conhecida com o nome de Porto Santo em 1415, encarregado de colonizar vai povoar depois a ilha da Madeira em 1425. Tendo-lhe sido concedida a capitania do Machico com carta de doação de 11 de Maio de 1440.
Organizou várias expedições à África, com caravelas suas.
Por abuso de autoridade, esteve desterrado da sua jurisdição à qual voltou perdoado, em 1452.

Deixou juntamente com Branca Teixeira numerosa descendência, que se ramificou em várias das mais ilustres famífias da ilha hoje largamente espalhada pelo arquipélago.
Faleceu em Silves já de idade avançada crê-se que em 1480.
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26 - Largo do Alto dos Moinhos
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27 - Largo Baterias
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28 - Largo da Boa Esperança
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29 - Largo da Estação
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30 - Largo Fortée Rebelo
Álvaro Gil Fortée Rebelo, 2º Comandante da Marinha de Guerra Portuguesa, funções desempenhadas entre 1937 e 1939 e Presidente da Comissão de Construção do Arsenal do Alfeite.
Coube a Forté Rebelo a iniciativa de mandar embelezar e adornar, o soberbo átrio principal do edifício do comando do Grupo nº 2 de Escolas da Armada, juntamente com a escadaria de acesso ao piso superior, com apetrechos navais, armas e utensílios militares.
Foi membro da primeira Junta Central da Legião Portuguesa, em Novembro de 1937 esta Junta que pediu demissão na sequência de uma crise aberta em Junho.
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31 - Largo Jorge de Sena
Jorge de Sena, natural de Lisboa, nasceu em 1919 e faleceu em 1978.Formou-se na Faculdade de Engenharia do Porto, em 1959, foi poeta, dramaturgo, ficcionista e historiador da cultura, exilou-se voluntariamente no Brasil tendo-se naturalizado naquele país em 1963.
Através de Adolfo Casais Monteiro estabeleceu contacto com a revista Presença, a propósito de um poema de Álvaro de Campos, resultando daí a sua ligação aos Cadernos de Poesia, tendo publicado, em 1940, os sonetos Mastros e Ciclo, foi director daquela publicação durante algum tempo em parceria com Ruy Cinatti, José Blanc de Portugal e José Augusto França.
Desenvolveu uma actividade académica intensa nas áreas da literatura e cultura portuguesas. Foi catedrático de Teoria da Literatura na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Assis, em várias cidades brasileiras
Em 1965 também como professor, foi para a Universidade do Wisconsin (EUA) e, cinco anos mais tarde, para a Universidade da Califórnia, onde veio a chefiar os departamentos de Espanhol e Português e o de Literatura Comparada, cargos que manteve até 1978.
Recebeu vários prémios literários e condecorado com a Ordem do Infante D. Henrique por serviços prestados à comunidade portuguesa e postumamente, com a Grã-Cruz da Ordem de Sant'iago.
O Jorge de Sena Center for Portuguese na Universidade de Santa Barbara, foi inaugurado em 1980
Colaborou regularmente, como crítico, no semanário Mundo-Literário (1946-48) e numa série de outras publicações ligadas à literatura, em Portugal e no estrangeiro.
Escreveu sobre Camões e Fernando Pesoa ensaios indispensáveis para a compreensão da Obra dos dois poetas.
O livro «A Poesia de Camões, Ensaio da Revelação da Dialéctica Camoniana», A Estrutura de Os Lusíadas e Outros Estudos Camonianos e de Poesia Peninsular do Século XVI, publicado em 1948.
Em 1973, publicou o poema «Camões dirige-se aos seus contemporâneos»>.
A poesia era, para Jorge de Sena, uma forma de intervenção, que vinham sobretudo dos movimentos e filosofias hegeliana e marxista poeta das oposições humanas, o bem e o mal ou Deus e o homem, critico mordaz, foi um dos grandes vultos da poesia e do ensaísmo português da segunda metade do século XX.
A Portugal
Esta é a ditosa pátria minha amada. Não.
Nem é ditosa, porque o não merece.
Nem minha amada, porque é só madrasta.
Nem pátria minha, porque eu não mereço
A pouca sorte de nascido nela.
Nada me prende ou liga a uma baixeza tanta
quanto esse arroto de passadas glórias.
Amigos meus mais caros tenho nela,
saudosamente nela, mas amigos são
por serem meus amigos, e mais nada.
Torpe dejecto de romano império;
babugem de invasões; salsugem porca
de esgoto atlântico; irrisória face
de lama, de cobiça, e de vileza,
de mesquinhez, de fatua ignorância;
terra de escravos, cu pró ar ouvindo
ranger no nevoeiro a nau do Encoberto;
terra de funcionários e de prostitutas,
devotos todos do milagre, castos
nas horas vagas de doença oculta;
terra de heróis a peso de ouro e sangue,
e santos com balcão de secos e molhados
no fundo da virtude; terra triste
à luz do sol calada, arrebicada, pulha,
cheia de afáveis para os estrangeiros
que deixam moedas e transportam pulgas,
oh pulgas lusitanas, pela Europa;
terra de monumentos em que o povo
assina a merda o seu anonimato;
terra-museu em que se vive ainda,
com porcos pela rua, em casas celtiberas;
terra de poetas tão sentimentais
que o cheiro de um sovaco os põe em transe;
terra de pedras esburgadas, secas
como esses sentimentos de oito séculos
de roubos e patrões, barões ou condes;
ó terra de ninguém, ninguém, ninguém:
eu te pertenço. És cabra, és badalhoca,
és mais que cachorra pelo cio,
és peste e fome e guerra e dor de coração.
Eu te pertenço mas seres minha, não!
Esta é a ditosa pátria minha amada. Não.
Nem é ditosa, porque o não merece.
Nem minha amada, porque é só madrasta.
Nem pátria minha, porque eu não mereço
A pouca sorte de nascido nela.
Nada me prende ou liga a uma baixeza tanta
quanto esse arroto de passadas glórias.
Amigos meus mais caros tenho nela,
saudosamente nela, mas amigos são
por serem meus amigos, e mais nada.
Torpe dejecto de romano império;
babugem de invasões; salsugem porca
de esgoto atlântico; irrisória face
de lama, de cobiça, e de vileza,
de mesquinhez, de fatua ignorância;
terra de escravos, cu pró ar ouvindo
ranger no nevoeiro a nau do Encoberto;
terra de funcionários e de prostitutas,
devotos todos do milagre, castos
nas horas vagas de doença oculta;
terra de heróis a peso de ouro e sangue,
e santos com balcão de secos e molhados
no fundo da virtude; terra triste
à luz do sol calada, arrebicada, pulha,
cheia de afáveis para os estrangeiros
que deixam moedas e transportam pulgas,
oh pulgas lusitanas, pela Europa;
terra de monumentos em que o povo
assina a merda o seu anonimato;
terra-museu em que se vive ainda,
com porcos pela rua, em casas celtiberas;
terra de poetas tão sentimentais
que o cheiro de um sovaco os põe em transe;
terra de pedras esburgadas, secas
como esses sentimentos de oito séculos
de roubos e patrões, barões ou condes;
ó terra de ninguém, ninguém, ninguém:
eu te pertenço. És cabra, és badalhoca,
és mais que cachorra pelo cio,
és peste e fome e guerra e dor de coração.
Eu te pertenço mas seres minha, não!
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32 - Largo Manuel da Costa
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33 - Largo do Mercado
Mercado: Lugar onde se expõem e vendem géneros alimentícios e outras mercadorias de uso corrente assim como especialidades artesanais.Ao longo da história verifica-se que de um modo geral, as cidades não dispunham de lugar fixo para as actividades de troca de produtos, que eram desenvolvidas nas ruas e praças das cidades.
O mercado como local coberto, só é possível com a separação de outras actividades que os habitantes das cidades aí realizavam como festas e torneios e não raro até execuções.

Eram muitas vezes, durante os dias em que realizavam as feiras ou mercados que tinham lugar os acordos de casamento entre os habitantes das povoações visinhas.
Com o decorrer dos tempos as especialidaes artesanais tendem a concentrar-se nalgumas ruas da cidade que tomam a toponimia das actividades aí desenvolvidas de que a cidade de Lisboa é um exemplo como as ruas dos mercadores, dos sapateiros, do ouro etc.
Hoje, do ponto de vista económico, estes espaços são considerados desinteressantes porque cada vez mais se priorisa a reprodução do capital, de maneira privada.
Os mercados são lugares em que o acto de comprar e vender os produtos da terra faz com que as pessoas se sintam mais próximas a ela, portanto um lugar a defender na cidade para que as pessoas se sintam cada vez mais identificadas com o lugar.
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34 - Largo Mouzinho de Albuquerque
Joaquim Augusto Mouzinho de Albuquerque, nasceu na Batalha em, 11 de Novembro de 1855Oficial de cavalaria a sua fama advém de ter protagonizado a captura do imperador Gungunhana, em 1895 e pela condução da “campanha de pacificaçã”, (leia-se) subjugação das populações locais à administração colonial portuguesa, no território hoje, Moçambique.
Governador Geral de Moçambique até 1898, data em que regressou a Portugal.
Foi nomeado responsável pela educação do príncipe real D. Luís Filipe de Bragança.
Durante o Estado Novo, foi apontado como o exemplo do herói da expansão colonial portuguesa e da missão civilizadora como justificação para a dominação colonial e durante a Guerra Colonial foi feito patrono da Armada de Cavalaria pelos seus valorosos feitos em África, o major de cavalaria.
Suicidou-se em 8 de Janeiro de 1902.
Durante o Estado Novo, foi apontado como o exemplo do herói da expansão colonial portuguesa e da missão civilizadora como justificação para a dominação colonial e durante a Guerra Colonial foi feito patrono da Armada de Cavalaria pelos seus valorosos feitos em África, o major de cavalaria.
Suicidou-se em 8 de Janeiro de 1902.
Prisão do Imperador Gungunhana
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35 - Largo do Palácio
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36 - Largo da Ponte Pedinha
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37 - Parque Almeida Araújo
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38 - Praça Dom Pedro IV

D. Pedro IV, filho de D. João VI e de Carlota Joaquinha, nasce no Palácio de Queluz em 1798.
Em 1807 por ocasião das invasões Napoliónicas embarca com a familia real para o Brasil.
Quando em 1821 a corte regressa a Portugal, fica como regente, no Brasil. Achando humilhantes as ordens que lhe chegavam de Lisboa e nomeadamente a decisão das cortes de o fazer regressar à Europa, terá respondido a uma petição dos subditos brasileiros "fico" desobedecendo formalmente a Lisboa. Perante a insistência da ordem, e perante os despachos que recebeu de Lisboa, quando se dirigia ao Rio, diz-se que nas margens do Ipiranga terá lançado o célebre grito "Independência ou Morte" em 7 de Setembro de 1822. 
Proclamado Imperador e Defensor Perpetuo do Brasil em 1 de Dezembro de 1822, independência reconhecida em 13 de Maio de 1825. Com a morte de D. João VI, abdica a favor de sua filha D. Maria da Glória, que viria a reinar, como a II de seu nome. Regressa a Portugal quando da guerra civil entre absolutistas e liberais, assumindo a refência do Reino. Morre no seu quarto do Palácio de Queluz em 24 de Setembro de 1834.
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39 - Praceta Acácio Barreiros
Acácio Manuel de Frias Barreiros nasceu a 24 de Março de 1948, em Cabinda, em Angola, filho de um funcionário da administração colonial e de uma professora primária. Em 1976 foi pela primeira vez eleito deputado à Assembleia da República, onde esteve até 1979.Convidado por Mário Soares para integrar as listas de candidatos a deputados ao Parlamento, voltou à Assembleia da República em 1983, de onde sairia em 1987, embora tenha voltado dois anos depois tendo-se mantido como deputado até 2004. Eleito nas listas concorrentes à Camara Municipal de Sintra assumiu a Presidencia da Assembleia Municipal entre 1993 e Janeiro de 2002 . Morreu a 18 de Fevereiro de 2004, vitimado por um cancro, numa altura em que era vice-presidente da bancada parlamentar do PS.
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40 - Praceta Alberto Pimentel
Alberto Augusto de Almeida Pimentel, filho de Fortunato Augusto Pimentel e de Ana Olimpia Pimentel, nasceu na cidade do Porto (Cedofeita) em 14 de Abril de 1849, tendo falecido em Queluz, no ano de 1925. Foi deputado à assembleia Constituinte, encontrando-se no entanto, ainda por fazer a sua biografia política, um aspecto importante da vida madura de Alberto Pimentel.
Encontrei alguns versos com os quais Alberto Pimentel (o político) era cantado nas ruas:
Encontrei alguns versos com os quais Alberto Pimentel (o político) era cantado nas ruas:
“Boa vai ela!
Ora viva o Pimentela,
Que dá o seu coração
P’ra vencer a eleição.
Boa vai ela!
Ora viva a piscaria.
Vai toda votar em barda
Pela nossa melhoria
Boa vai ela!
Ora viva o Albertinho
Que vai como deputado
Cá pelo nosso povinho.”
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41 - Praceta Alferes Santos Dias
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42 - Praceta António Feliciano de Castilho
António Feliciano de Castilho, nasceu em 26 de Janeiro de 1800, em Lisboa, numa casa da velha rua da Torre de S. Roque, segundo filho e primeiro varão do médico José Feliciano de Castilho, ao serviço da Corte como inspector de hospitais.
Poeta, tradutor, pedagogo e homem de letras, inventor do “Método Castilho de Leitura” A prematura cegueira consequência do sarampo que teve aos seis anos de idade, ocasionou ter de depender a sua formação literária, dos seus mestres e do seu irmão Augusto.
Ainda assim, formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra em 1822,
Viveu em Ponta Delgada onde exerceu grande influência entre a intelectualidade local. Na polémica vulgarmente chamada de Questão Coimbrã: “ Bom-Senso e Bom Gosto” teve contra ele Antero de Quental, Teófilo Braga e Vieira de Castro, do lado de Castilho estavam Ramalho Ortigão e Camilo Castelo Branco.

O título de Visconde de Castilho foi-lhe concedido por decreto de 25 de Maio de 1870.
Faleceu em Lisboa a 18 de Junho de 1875.
Dada a sua fama, no seu funeral viram-se representadas todas as classes da sociedade, os ministros, os seus colegas académicos da Academia das Ciências de Lisboa, os representantes das letras e do jornalismo e os homens mais ilustres da magistratura, do professorado e das forças armadas. 

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43 - Praceta António João Lobato
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44 - Praceta das Baútas
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45 - Praceta Dias da Silva Benemérito
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46 - Praceta Dª. Maria Amélia de Sousa
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47 - Praceta Dr. Silva Costa
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48 - Praceta Eça de Queiroz
José Maria de Eça de Queiroz, nasceu na Póvoa de Varzim em 25 de junho de 1845.
Filho de José Maria de Almeida Teixeira de Queiroz, faz os seus estudos no Colégio da Lapa, após o que vai para Coimbra onde se forma em Direito em 1866. Com Antero de Quental fez parte da "Geração de 70" e tomou parte nas célebres "Conferências do Casino". Colabora na "Gazeta de Portugal", fundou e dirigiu o jornal da oposição "O Distrito de Évora". Entre 1870 e 1871 é administrador do Concelho de Leiria. Em Novembro de 1872 é nomeado consul em Havana, depois em Ingaterra e em 1888 consul em Paris.
Como romancista escreve e publica o primeiro romance em 1876 a que se seguem muitos outros dos quais destacamos "O Mistério da Estrada de Sintra", em parceria com Ramalho Ortigão, cuja publicação saiu no Diário de Noticias, em forma de cartas anónimas, entre 24 de Julho e 27 de Setembro de 1870 e recebendo a primeira versão em livro em 1884. As suas obras estão traduzidas em cerca de vinte linguas e é de estudo obrigatório em várias Univercidades.
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49 - Praceta Fernandes Fonseca
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50 - Praceta Joaquim Casimiro
Joaquim Casimiro Junior, nasceu na Rua dos Galegos em Lisboa no dia 30 de Maio de 1808, filho de Joaquim Casimiro da Silva, copista de musica da Casa Real e do Teatro de S. Carlos. Compositor, escreveu 97 peças de música sacra e 209 partituras para dramas, oratórias, comédias e farsas. 
A seu pedido D. João VI, escreveu a José de Santa Rita Marques, mestre da Capela da Bemposta, para que o instruísse, entrando para a Irmandade de Santa Cecília, como soprano. Em 1836 foi director do jornal de musica Semanário Harmónico, Director do Teatro D. Fernando que funcionava ne Igreja de Santa Justa. Sócio fundador da Academia Melpomenense e mestre de Capela da Sé lugar para o qual foi nomeado em 1860.Morreu no dia 28 de Dezembro de 1862
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51 - Praceta Major-Aviador Humberto da Cruz - foto e placa
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52 - Praceta Miguel Ângelo Lupi
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53 - Praceta do Miradouro
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54 - Praceta Pedro Alexandrino
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55 - Praceta Professor Dr. Bento de Jesus Caraça
Bento de Jesus Caraça, matemático e escritor Alentejano, nasceu em Vila Viçosa a 18 de Abril de 1901.
A par da sua carreira académica, Bento Caraça desenvolveu uma intensa actividade política em acções contra o regime ditatorial de Oliveira Salazar. Foi membro da Liga Portuguesa contra a Guerra e o Fascismo, criada em 1934, do Movimento de Unidade Anti-Fascista (MUNAF), de que foi fundador em 1943, e do Movimento de Unidade Democrática (MUD), 1945. Na sequência da assinatura de um manifesto contra a admissão de Portugal na ONU, foi proibido de ensinar, tanto no ensino público ou privado. 
Preso várias vezes pela polícia politica, foi preso pela terceira vez, em 1948 juntamente com outros membros do MUD. Interveio activamente na preparação da candidatura de Norton de Matos à Presidência da República. Morre em 25 de Junho de 1048, na sua casa em Lisboa.
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56 - Praceta Professor Pedroso Pimenta
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57 - Praceta Soares dos Reis
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58 - Praceta Teixeira Lopes
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59 - Praceta Tomás da Anunciação
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60 - Praceta Walter dos Santos
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61 - Quinta do Mirante
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62 - Rotunda da Escola Prática
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63 - Rotunda do Jamor
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64 - Rotunda Almoxarife João Crisóstemo
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65 - Rotunda José Araújo
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66 - Rua 1
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67 - Rua 2
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68 - Rua 3
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69 - Rua 31 de Janeiro
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70 - Rua 9 de Abril
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71 - Rua Adriano Correia de Oliveira
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72 - Rua Afonso de Albuquerque
Afonso de Albuquerque, segundo filho de Gonçalo de Albuquerque, nasceu provavelmente em 1462, tendo sido educado na côrte de D. Afonso V. Em 1503, foi enviado à India juntamente com Francisco de Albuquerse, seu primo, comandando cada um três Naus.
No regresso foi bem acolhido por D. Manuel II que o volta a enviar ao Oriente em companhia de Tristão da Cunha, tendo-o nomeado Governador da India .
No regresso foi bem acolhido por D. Manuel II que o volta a enviar ao Oriente em companhia de Tristão da Cunha, tendo-o nomeado Governador da India . Conquistou os portos de Omão e a cidade de Ormuz que torna tributária de Portugal. Conquista Goa e insentiva o casamento de mulheres indigenas com portugueses numa tentativa de criar uma "raça" Luso/indiana.
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73 - Rua Almeida Araújo
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74 - Rua Ana de Castro Osório
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75 - Rua de Angola
Angola é um país da costa ocidental da África que inclui também o enclave de Cabinda, o seu nome deriva de N’gola, titulo dos governantes de uma região situada a leste de Luanda.Angola foi uma antiga colónia de Portugal, colonizada no século XV, até à independência em 1975 Luanda é a capital do País.

Desde os primeiros 500 anos da era actual, que se regiatam em Angola migrações de povos oriundos de Africa Central, ao quais já dominavam a siderurgia do ferro,.
Um desses povos era o povo quicongo (ou kikongo), por alturas do século XIII, já no século XVI os nhanecas (nyanekas ou vanyanekas) instalando-se no planalto da Huíla. Ainda no mesmo século foram os hereros (ou ovahelelos), um povo de pastores. No sec. XVII foram os ngangela. em 1568, entrava na região um novo grupo os jagas, que combateram os quicongos e os empurraram para sul,.
Já no século XVIII, entraram os ovambos (ou ambós), grandes técnicos na arte de trabalhar o ferro, No mesmo século, os quiocos (ou kyokos) instalando-se na Lunda, nordeste de Angola, migrando depois para sul.
Finalmente, já no século XIX apareceu o último povo que veio instalar-se em Angola: os cuangares (ou ovakwangali)

Os portugueses, sob o comando de Diogo Cão, no reinado de D. João II, chegam ao Zaire em 1484. É a partir daqui que se iniciará a conquista pelos portugueses desta região de África, incluindo Angola.
No inicio dos anos 60, três movimentos de libertação (UPA/FNLA, MPLA e UNITA) desencadearam uma luta armada contra o colonialismo português.
Na sequência do derrube da ditadura em Portugal (25 de abril de 1974), abriram-se perspectivas imediatas para a independência de Angola, sendo o Dia da Independência, a 11 de Novembro de 1975,
Actualmente, o Presidente da República de Angola é José Eduardo dos Santos
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76 - Rua António Ramalho
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77 - Rua António Tereno
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78 - Rua Aquário do Mirante
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79 - Rua do Arco
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80 - Rua Arnaldo Fernandes de Almeida
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81 - Rua Bastos Nunes
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82 - Rua Bernardo Pereira
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83 - Rua Bica da Costa
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84 - Rua Bocage
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85 - Rua de Cabo Verde
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86 - Rua Carlos Seixas
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87 - Rua Carvalho Araújo
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88 - Rua Cassiano de Oliveira
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89 - Rua César de Oliveira
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90 - Rua Cidade de Petrópolis
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91 - Rua Combatentes da Grande Guerra
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92 - Rua Conde de Almeida Araújo
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93 - Rua David Peres
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94 - Rua D. Fernando II
D. Maria II, casou em segundas nupcias com Fernando de Saxe-Coburgo-Gota, Principe e Rei-consorte após o nascimento do primeiro filho, o futuro Rei D. Pedro V.D. Fernando foi grande mecedas das artes em Portugal, em especial a pintura e a arquitectura sendo ele próprio um grande desenhador. Recuperou os Conventos de Mafra e dos Jerónimos, assim como o de Tomar. Impediu a demolição o Monumento de Batalha vendido a um construtor civil para aproveitamento da pedra.

A D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gota se deve a construção do Palácio da Pena em Sintra que constituiria Herança de Elise Hensler sua segunda esposa.
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95 - Rua D. Francisco Manuel de Melo
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96 - Rua D. João de Castro
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97 - Rua D. Pedro III
Casou como se disse com sua sobrinha D. Maria Francisca, contava então quarenta e três anos de idade.
Por morte do rei D. José I em 24 de Fevereiro de 1777, subiu ao trono D. Maria I e seu marido D. Pedro III. Uma das primeiras medidas do casal real foi a reabilitação dos injustiçados do tempo de Pombal, e a restituição de bens em especial aos herdeiros dos Távoras.
Por morte do rei D. José I em 24 de Fevereiro de 1777, subiu ao trono D. Maria I e seu marido D. Pedro III. Uma das primeiras medidas do casal real foi a reabilitação dos injustiçados do tempo de Pombal, e a restituição de bens em especial aos herdeiros dos Távoras.Deve-se a D. Pedro III a construção do Palácio de Queluz, em que trabalharam o arquitecto Mateus Vicente de Oliveira (ver rua com o seu nome) e o também arquitecto e escultor, João Batista Robillon.
Na sala do teatro real, inaugurada no 1º. aniversário da coroação, interveio ainda o arquitecto Oliveira Benevides. Foi também por ordem de D. Pedro que inicia a construção da Basílica da Estrela, em 24 de Outubro de1779, por cumprimento de voto da Rainha. Conta-se que um dia ao indicarem alguém para determinado lugar o apresentaram como capaz e idóneo. expressão que iria uzar e abusar pronunciando capadóneo.
Na sala do teatro real, inaugurada no 1º. aniversário da coroação, interveio ainda o arquitecto Oliveira Benevides. Foi também por ordem de D. Pedro que inicia a construção da Basílica da Estrela, em 24 de Outubro de1779, por cumprimento de voto da Rainha. Conta-se que um dia ao indicarem alguém para determinado lugar o apresentaram como capaz e idóneo. expressão que iria uzar e abusar pronunciando capadóneo.
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98 - Rua D. Pedro IV
Ver Praça com o mesmo nome
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99 - Rua Domingos Reis Quita
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100 - Rua Dona Maria I
Maria Francisca Isabel Josefa Antónia Gertrudes Rita Joana ou simplesmente Dª. Maria I rainha de Portugal, nasceu em 17 de Dezembro de 1734, pelas sis horas da tarde como noticiaria a "Gazeta de Lisboa".
Os pais eram D. José I de 20 anos e Dª. Mariana Victória de 16, reinava em Portugal o seu avô D. João V.
Nomeada princesa da Beira e mais tarde do Brazil, viria a reinar por morte de seu pai, D. José I. Foi no reinado de D. Maria I que se criaram várias Instituições entre as quais a Real Academia de Ciencias de Lisboa, por acção do Duque de Lafões e do Abade Correia da Serra; a Aula Publica de Debuxo e Desenho, no Porto a Aula Régia de Desenho de Lisboa, a Academia do Nu, a Fundação da Real Biblioteca Pública; a Casa Pia, por iniciativa de Pina Manique, mandou construir Hospitais no Brasil e na metrópolo entre os quais o Hospital do Rêgo, alargou os serviços da Misericórdia de Lisboa, para o que criou a lotaria. Casa com o tio que viria a ser aclamado como D. Pedro III. Viria a morrer Brasil em 20 de Março de 1816.
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101 - Rua Dr. Aquiles Machado
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102 - Rua Dr. Higino de Sousa
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103 - Rua Dr. Joaquim Eleutério Gaspar Gomes
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104 - Rua Dr. José Alberto Ferraz
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105 - Rua Dr. Manuel de Arriaga
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106 - Rua Dr. Moisés da Costa Amaral
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107 - Rua Duarte Lobo
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108 - Rua Fernão Mendes Pinto
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109 - Rua das Flores
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110 - Rua Francisco Franco
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111 - Rua Gago Coutinho e Sacadura Cabral
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112 - Rua Gomes Freire
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113 - Rua da Guiné - falta biografia
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114 - Rua Heliodoro Salgado
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115 - Rua da India
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116 - Rua Ivone Silva
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117 - Rua João Crisóstemo de Sá
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118 - Rua João José de Aguiar
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119 - Rua José Afonso
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120 - Rua José António Narciso
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121 - Rua José Cipriano da Silveira Machado
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122 - Rua José Falcão
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123 - Rua Laura Alves
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124 - Rua Loubet Bravo
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125 - Rua Luis Simões
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126 - Rua dos Lusiadas
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127 - Rua de Macau
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128 - Rua Marcos Portugal
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129 - Rua Marechal Gomes da Costa
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2 de Abr de 2008
130 - Rua Maria Benvinda Gama
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131 - Rua Marques de Oliveira
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132 - Rua Martin de Freitas
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133 - Rua Mateus Vicente de Oliveira
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134 - Rua Maubisse
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135 - Rua do Mirante
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136 - Rua de Moçambique
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137 - Rua do Moinho
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138 - Rua do Moleiro
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139 - Rua Nicolau Tolentino de Almeida
Nicolau Tolentino de Almeida, poeta satírico português, nasceu em Lisboa, em 1740. Estudou direito em Coimbra, em 1767, torna-se professor de retórica e de poética e ocupa um cargo de funcionário da secretaria de estado dos Negócios do Reino.A obra de Tolentino de Almeida abarca sonetos, odes, memoriais e sátiras, entre outros géneros; apenas em 1801 o poeta reuniu os seus textos em volume, com o nome de Obras Poéticas. 

As sátiras de Tolentino, retratam irónicamente a mesquinhez dos costumes, a pelintrice das aparências, a insensatez de certos grupos sociais. Do ponto de vista estilístico, a obra do poeta caracteriza-se pela sua simplicidade, longe das métricas próprias dos poetas neoclássicos. O seu verso aproxima-se das formas populares, e o seu tom da coloquialidade, o que contribui para os efeitos de denúncia de vícios corriqueiros, de episódios quotidianos. É considerado por muitos um dos grandes vultos literários do século XVIII português e um dos maiores satíricos nacionais eis um exemplo:
Chaves na mão, melena desgrenhada,
Batendo o pé na casa, a mãe ordena
Que o furtado colchão, fofo e de pena,
A filha o ponha ali ou a criada
A filha, moça esbelta e aperaltada,
Lhe diz coa doce voz que o ar serena:
- «Sumiu-se-lhe um colchão? É forte pena;
Olhe não fique a casa arruinada...»
- «Tu respondes assim? Tu zombas disto?
Tu cuidas que, por ter pai embarcado,
Já a mãe não tem mãos?» E, dizendo isto,
Arremete-lhe à cara e ao penteado.
Eis senão quando (caso nunca visto!)
Sai-lhe o colchão de dentro do toucado!...
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140 - Rua Óscar Monteiro Torres
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141 - Rua Padre Alberto Neto Simões Dias
Alberto Neto Simões Dias, Nasceu em Fevereiro de 1931 em Souto da Casa no Concelho do Fundão. Em 1949 e após terminar o ensino secundário entra para o Seminário de Almada, decisão tomada quando tinha apenas 16 anos de idade. É ordenado sacerdote em 1957 iniciando a sua actividade sacerdotal em Santa Maria de Belém, mais conhecido por Mosteiro dos Jerónimos.Ao mesmo tempo leciona em vários Liceus de Lisboa.
Dois anos depois é nomeado capelão da Capela do Rato, local onde se reunia a intelectualidade que se opunha ao então regime salazarista.
Em 1961 foi nomeado capelão da Capela do Rato, lugar de concentração e de reflexão intelectual e cristã e onde, com as suas homilias, denunciava as injustiças e alertava as consciências, despertando o sentimento de que devia haver coerência entre o pensar e o agir e de que era necessário agir para mudar. Este seu empenhamento havia de lhe causar problemas com a, então chamada, PIDE (polícia secreta)
Em 1979 foi nomeado pároco de Belas, passando também a exercer funções docentes em Queluz.
Em 1984 é nomeado pároco em Rio de Mouro, ao dia 3 de Julho de 1987 data da sua morte até que ocorreu, de pouco claro a 3 Km de Setúbal, tudo indicando ter sido assassinado, a tiro, por desconhecidos.
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142 - Rua Padre António Vieira
António Vieira, nasce em Lisboa em 6 de Fevereiro de 1608. O pai, Cristóvão Vieir Ravasco foi nomeado para um cargo da Relação da Baía, e assim parte aos 8 anos para o Brasil, alí é educado no Colégio dos Jesuitas.
No dia 5 de Maio de 1623, fugiu de casa dos pais para ingressar na "Companhia de Jesus" acabando por fazer carreira religiosa tendo sido ordenado sacerdote em 1635. Jesuita célebre orador sagrado e escritor, viaja a Lisboa, quando da Restauração da Independência, para saudar em nome do Brasil, o novo monarca.
Foi nomeado pregador da côrte. Em 1652, regressa ao Brasil, dedicando-se à defesa da libertação dos escravos. Depois da morte de D. João VI, é preso e enviado para Lisboa, Esteve preso por ordem do "Santo Oficio" de 1665 a 1667, escreveu a própria defesa. Libertado partiu para Itália. Permaneceu em Roma de 1669 a 1675. Regresou ao Brasil em 1681 e ali morreu em 1697. Ficou celebre o seu "Sermão de Stº António aos Peixes" editado em 1682, pelo próprio António Vieira.
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143 - Rua Padre Inácio Antunes
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144 - Rua Particular
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145 - Rua Paulo Reis Gil
Paulo Reis Gil, presidente da Junta de Freguesia de Queluz e fundador da Comissão de Melhoramentos de Queluz.

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146 - Rua Pêro Andrade Caminha
Pêro ou Pedro Andrade de Caminha, crê-se ter nascido no Porto em 1520. Foi camareiro do Infante D. Duarte, Duque de Guimarães, serviu os Duques de Bangança, recebeu tenças* de D. João III e de D. Sebastião. Cultivou a Poesia palaciana utilizando com mestria o género lírico/clássico. Pelo seu acentuado saudosismo e sentimento pela Natureza, foi apelidado de Poeta do Minho.
Amigo de António Ferreira e de Sá de Miranda, a sua obra mandeve-se inétida até 1791. Foi provedor da Misericórdia de Vila Viçosa nos últimos anos de vida. Faleceu em Vila Viçosa no ano de 1589.
* Tença: pensão que os Reis concediam por servios considerados relevantes.
Ora alegre, ora triste, ou rindo, ou grave,
Ou queda, ou dando passos concertados
Ou tomeis com silêncio altos cuidados,
Ora ouça vossa voz branda e suave;
Ora abertos os olhos (onde a chave
Tem amor do que pode) ora cerrados,
Ou estêm de asperezas descuidados,
Ora sua aspereza tudo agrave;
Ou do crespo ouro que toda alma prende
Vossa cabeça rodeada seja,
Ou dele solto a luz estê invejosa:
Agora assi, agora assi vos veja,
Igualmente a meus olhos sois fermosa,
Igualmente em meu peito o amor se acende!
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147 - Rua Pego Longo
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148 - Rua da Ponte Pedrinha
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149 - Rua Prodessor Doutor Diogo Furtado
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150 - Rua Rómulo de Carvalho
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151 - Rua São Tomé
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152 - Rua Scarlati
Giuseppe Domenico Scarlatti nasceu em Nápoles, a 26 de Outubro de 1685, exactamente no ano em que nasceram Bach e Haendel.
Recebeu lições de seu pai Allessandro Scarlatti, compositor famoso e de outros familiares, aos 20 anos, o pai enviou-o para Veneza, um grande centro cultural na época, para se aperfeiçoar os estudos com Francesco Gasparini.
Por volta de 1705 trava relações com o embaixador de Portugal em Roma, o Marquês de Fontes, estabeleceram-se assim, as primeiras ligações do compositor com Portugal, o que, alguns anos mais tarde, mudariam completamente os rumos de sua vida e sua arte. 
Em 1720 o compositor vem para Portugal, ficando vários anos, na corte de Dom João V, que mantinha uma das mais ricas cortes de todo o mundo.
Amante da pompa e do luxo, Dom João V, deu ao compositor todas as condições para que o seu trabalho fosse o mais rico possível, tendo exercido o cargo de mestre-capela real e professor da família real.
Scarlatti tinha ao seu dispor mais de trinta cantores e tantos outros instrumentistas, a maior parte italianos. Além de ser o diretor musical e compositor da corte, tornou-se professor de cravo da princesa Maria Bárbara de Bragança, de dez anos, após o casamento de D. Maria com o herdeiro do trono espanhol, em Janeiro de 1729, esta fez absoluta questão de levar Scarlatti para Madrid.
Septuagenário, cansado e doente, Domenico passou os últimos cinco anos recluso em casa. E, pouco antes de morrer a 23 de Julho de 1757, fez um testamento onde pagava, antecipadamente, a realização de cinquenta missas para os pobres.

Em 1720 o compositor vem para Portugal, ficando vários anos, na corte de Dom João V, que mantinha uma das mais ricas cortes de todo o mundo.
Amante da pompa e do luxo, Dom João V, deu ao compositor todas as condições para que o seu trabalho fosse o mais rico possível, tendo exercido o cargo de mestre-capela real e professor da família real.
Scarlatti tinha ao seu dispor mais de trinta cantores e tantos outros instrumentistas, a maior parte italianos. Além de ser o diretor musical e compositor da corte, tornou-se professor de cravo da princesa Maria Bárbara de Bragança, de dez anos, após o casamento de D. Maria com o herdeiro do trono espanhol, em Janeiro de 1729, esta fez absoluta questão de levar Scarlatti para Madrid.
Septuagenário, cansado e doente, Domenico passou os últimos cinco anos recluso em casa. E, pouco antes de morrer a 23 de Julho de 1757, fez um testamento onde pagava, antecipadamente, a realização de cinquenta missas para os pobres.
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153 - Rua sem nome 74
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154 - Rua sem nome 75
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155 - Rua sem nome 76
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156 - Rua sem nome 77
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157 - Rua Sérgio Soares
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158 - Rua do Sol
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159 - Rua Tenente Garcia de Lemos
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160 - Rua de Timor
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161 - Rua Tomaz da Costa
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162 - Rua Vasco da Gama
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163 - Traseiras da Rua José Afonso
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164 - Travessa Bela Vista
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165 - Travessa Bica da Costa
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166 - Travessa Correia
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167 - Travessa Elias Garcia
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168 - Travessa das Minas
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169 - Travessa do Ministério do Exército
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170 - Travessa Rio
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