03/04/2008

2 - Av. Comandante Paiva Couceiro

Henrique Mitchell de Paiva Couceiro, nasceu em Lisboa a 30 de Dezembro de 1861.
Oficial de cavalaria esteve nas campanhas de África em Cubango e Bié entre 1890 e 1893, foi agraciado com a Ordem da Torre e Espada em 1890. Ficou célebre na luta contra as forças de Gungunhana, foi proclamado benemérito da Pátria, em 1896.
Após a proclamação da Republica em 1910, sucederam várias contra-revoluções monárquicas com o objectivo de restaurar a Monarquia.
Henrique de Paiva Couceiro, comandou desde a Galiza onde se refugiou, duas incursões no norte de Portugal, em 1911 e 1912 tendo logrado em 1919 restaurar a Monarquia, por 25 dias entre o Minho e a linha do Vouga.
Em nome do Rei, restaurou a Carta Constitucional de 1826, o Hino e a Bandeira, sendo porém abortada esta experiência como era inevitável.
Com a implantação do Estado Novo e a subida ao poder de António de Oliveira Salazar (curiosamente também monárquico) foi preso e desterrado nas Canárias donde regressou a Portugal em 1944.
Morre em Lisboa na Av. Praia da Vitória em 11 de Fevereiro de 1944, com 83 anos.

2 comentários:

Vasco Ferreira disse...

Esta de chamar comandante a Paiva Couceiro é que me faz muita confusão.
Será por ter comandado interinamente o Grupo de Batarias a Cavalo estacionado em Queluz? "Com mil raios", o homem era oficial superior do exército, tinha patente; ser comandante era apenas a função. O título de Comandante é, até onde sei, exclusivo dos oficiais superiores de marinha.
Com este topónimo quem se pretendeu lembrar e homenagear: o homem, a pessoa de Paiva Couceiro, ou o sugeito que durante uns tempos comandou o Grupo de Batarias a Cavalo?

Vasco Ferreira disse...

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