
Aprendeu violino muito cedo e com 14 anos já compõe canções que atingem grande popularidade, colabora no Diário ilustrado com uma rubrica de crítica musical.
Vai para Berlim com o tio João de Freitas Branco, em 1910 estudar composição e história da música, mas está em Lisboa no dia 5 de Outubro. (29 anos mais tarde recordará, no Diário, que às oito e meia da manhã ouviu gritos de "Viva a República, Viva a Liberdad”)

Em 1911 vai a Paris em 1911 onde entra em contacto com Debussy. Regressado a Portugal é nomeado Professor do Conservatório de Lisboa, passando depois a subdirector, funções que exerce de 1919 a 1924.
Se o seu espírito crítico cedo o fez reconhecer os defeitos da monarquia, a Primeira República trouxe-lhe alguns desgostos o que o leva à oposição. Quando o Movimento de 28 de Maio de 1926 instaura em Portugal uma ditadura, afasta-se rapidamente do regime e começa uma aproximação aos ideais socialistas e a António Sérgio, que muito admirava.
Funda o Integralismo Lusitano (agrupamento sócio/politico activo e influente na oposição ao Estado Novo de Oliveira Salazar)
A sua amizade com Bento de Jesus Caraça, leva-o a apoiar militantes comunistas e a própria acção do PCP, na clandestinidade.

Em 1940 é movido a Luís de Freitas Branco, um processo disciplinar, por parte do Conservatório Nacional, por, alegadamente se ter referido de forma irreverente à passagem bíblica sobre a anunciação, aconselhando as alunas a escolher melhor marido que S. José. O resultado foi o seu afastamento daquela unidade escolar.
Com um grupo de discípulos mantém tertúlias e na então Emissora Nacional realiza uma série de palestras.
Em 1950, Termina a música para o filme Frei Luís de Sousa, realizado por António Lopes Ribeiro.
No dia 12 de Janeiro de 1955, sofre um grave colapso cardíaco. Compreendendo o que fatalmente vai acontecer, diz a amigos que já por duas vezes teve a sensação da morte e que de ambas foi uma sensação de alívio.
Morre na madrugada do dia 27, na Rua do Século nº 79.
2 comentários:
OH Suzete, descobri enuanto fazia umas pesquisas de família o seu excelenete blog sobre o (meu tio) Luis de Freitas Branco... só queria fazer um reparo, a razão pq ele foi despedido foi por alegadamente, e como funcionário público, ter usado gravata vermelha no dia do falecimento do Marechal Carmona... ora ele apenas usou a gravata de todos os dias, considerando que o presidente não era nada a ele e portanto não tinha motivo para mudar de gravata, que aliás não era vermelha, mas uam espécie de xadrez... posso recomendar o livro recente da Isabel de Avila (minha irmã) D. Stella e Suas Rivais (Quidnovi) que é um romance baseado na vida do maestro com a minha Tia Estela...
Século XIX?
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