03/04/2008

4 - Av. Miguel Bombarda

Miguel Augusto Bombarda, nasce no Rio de Janeiro a 6 de Março de 1851, filho de pais portugueses, que regressam a Portugal em 1858.
Frequenta o Curso de Medicina da Escola Médico Cirúrgica de Lisboa, tendo em 1877 defendido a tese “Do delírio das perseguições.
Grande autoridade em doenças nervosas, desde 1892 que estava colocado à frente de Rilhafoles, (Hospital Psiquiatrico de Lisboa) que buscou sempre melhorar.
Ao mesmo tempo colaborava na luta antituberculosa. Pertencia a muitas sociedades médicas e à Academia das Ciências de Lisboa. A ciência trouxera-o para a luta política e em prol da emancipação da consciência humana. Miguel Bombarda pertenceu, portanto, a um grupo de portugueses inconformados com a situação de atraso do país, que se revia nas "Conferências do Casino" com Antero de Quental e outros e que queria urgentemente renovar o país, culpando a Igreja pelo atraso.
Empenhou-se na actividade política, defende a República por oposição à Monarquia embora tenha aderido tardiamente ao ideal republicano. Foi socialista e anti-clerical.
A sua obra “A Ciência e o Jesuitismo”, de 1900, é um bom documento sobre o nosso “fin de siècle”.
É eleito deputado republicano nas eleições de Agosto em 1910, membro do comité revolucionário para implantação da República em Portugal é considerado o seu chefe civil.
O atentado contra Miguel Bombarda a 3 de Outubro de 1910, perpetrado por Aparício Rebelo dos Santos tenente do exército, de 32 anos que um ano antes estivera internado em Rilhafoles durante três meses, não o deixa assistir à vitória dos republicanos e põe o País em alvoroço. Mataram o Bombarda era o grito que se ouvia misto de dor e indignação, um louco tirava-lhe a vida, prostrando para sempre o principal chefe civil das forças revolucionárias.
Miguel Bombarda não estará com os seus, nesse dia de Outubro de 1910.
Rilhafoles, hoje conhecido como Hospital Miguel Bombarda.

1 comentário:

Vasco Ferreira disse...

Nome correcto: Avenida Dr. Bombarda. A rua Miguel Bombarda fica em Lisboa.
Tal como acontece com outros topónimos de Queluz a placa está errada. Perguntemos à C.M.S. o porquê.