03/04/2008

30 - Largo Fortée Rebelo

Álvaro Gil Fortée Rebelo, 2º Comandante da Marinha de Guerra Portuguesa, funções desempenhadas entre 1937 e 1939 e Presidente da Comissão de Construção do Arsenal do Alfeite.
Coube a Forté Rebelo a iniciativa de mandar embelezar e adornar, o soberbo átrio principal do edifício do comando do Grupo nº 2 de Escolas da Armada, juntamente com a escadaria de acesso ao piso superior, com apetrechos navais, armas e utensílios militares.
Foi membro da primeira Junta Central da Legião Portuguesa, em Novembro de 1937 esta Junta que pediu demissão na sequência de uma crise aberta em Junho.

31 - Largo Jorge de Sena

Jorge de Sena, natural de Lisboa, nasceu em 1919 e faleceu em 1978.
Formou-se na Faculdade de Engenharia do Porto, em 1959, foi poeta, dramaturgo, ficcionista e historiador da cultura, exilou-se voluntariamente no Brasil tendo-se naturalizado naquele país em 1963.
Através de Adolfo Casais Monteiro estabeleceu contacto com a revista Presença, a propósito de um poema de Álvaro de Campos, resultando daí a sua ligação aos Cadernos de Poesia, tendo publicado, em 1940, os sonetos Mastros e Ciclo, foi director daquela publicação durante algum tempo em parceria com Ruy Cinatti, José Blanc de Portugal e José Augusto França.
Desenvolveu uma actividade académica intensa nas áreas da literatura e cultura portuguesas. Foi catedrático de Teoria da Literatura na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Assis, em várias cidades brasileiras
Em 1965 também como professor, foi para a Universidade do Wisconsin (EUA) e, cinco anos mais tarde, para a Universidade da Califórnia, onde veio a chefiar os departamentos de Espanhol e Português e o de Literatura Comparada, cargos que manteve até 1978.
Recebeu vários prémios literários e condecorado com a Ordem do Infante D. Henrique por serviços prestados à comunidade portuguesa e postumamente, com a Grã-Cruz da Ordem de Sant'iago.
O Jorge de Sena Center for Portuguese na Universidade de Santa Barbara, foi inaugurado em 1980
Colaborou regularmente, como crítico, no semanário Mundo-Literário (1946-48) e numa série de outras publicações ligadas à literatura, em Portugal e no estrangeiro.
Escreveu sobre Camões e Fernando Pesoa ensaios indispensáveis para a compreensão da Obra dos dois poetas.
O livro «A Poesia de Camões, Ensaio da Revelação da Dialéctica Camoniana», A Estrutura de Os Lusíadas e Outros Estudos Camonianos e de Poesia Peninsular do Século XVI, publicado em 1948.
Em 1973, publicou o poema «Camões dirige-se aos seus contemporâneos»>.
A poesia era, para Jorge de Sena, uma forma de intervenção, que vinham sobretudo dos movimentos e filosofias hegeliana e marxista poeta das oposições humanas, o bem e o mal ou Deus e o homem, critico mordaz, foi um dos grandes vultos da poesia e do ensaísmo português da segunda metade do século XX.
A Portugal

Esta é a ditosa pátria minha amada. Não.
Nem é ditosa, porque o não merece.
Nem minha amada, porque é só madrasta.
Nem pátria minha, porque eu não mereço
A pouca sorte de nascido nela.

Nada me prende ou liga a uma baixeza tanta
quanto esse arroto de passadas glórias.
Amigos meus mais caros tenho nela,
saudosamente nela, mas amigos são
por serem meus amigos, e mais nada.

Torpe dejecto de romano império;
babugem de invasões; salsugem porca
de esgoto atlântico; irrisória face
de lama, de cobiça, e de vileza,
de mesquinhez, de fatua ignorância;
terra de escravos, cu pró ar ouvindo
ranger no nevoeiro a nau do Encoberto;
terra de funcionários e de prostitutas,
devotos todos do milagre, castos
nas horas vagas de doença oculta;
terra de heróis a peso de ouro e sangue,
e santos com balcão de secos e molhados
no fundo da virtude; terra triste
à luz do sol calada, arrebicada, pulha,
cheia de afáveis para os estrangeiros
que deixam moedas e transportam pulgas,
oh pulgas lusitanas, pela Europa;
terra de monumentos em que o povo
assina a merda o seu anonimato;
terra-museu em que se vive ainda,
com porcos pela rua, em casas celtiberas;
terra de poetas tão sentimentais
que o cheiro de um sovaco os põe em transe;
terra de pedras esburgadas, secas
como esses sentimentos de oito séculos
de roubos e patrões, barões ou condes;
ó terra de ninguém, ninguém, ninguém:
eu te pertenço. És cabra, és badalhoca,
és mais que cachorra pelo cio,
és peste e fome e guerra e dor de coração.
Eu te pertenço mas seres minha, não!

32 - Largo Manuel da Costa

33 - Largo do Mercado

Mercado: Lugar onde se expõem e vendem géneros alimentícios e outras mercadorias de uso corrente assim como especialidades artesanais.
Ao longo da história verifica-se que de um modo geral, as cidades não dispunham de lugar fixo para as actividades de troca de produtos, que eram desenvolvidas nas ruas e praças das cidades.
O mercado como local coberto, só é possível com a separação de outras actividades que os habitantes das cidades aí realizavam como festas e torneios e não raro até execuções.
Eram muitas vezes, durante os dias em que realizavam as feiras ou mercados que tinham lugar os acordos de casamento entre os habitantes das povoações visinhas.
Com o decorrer dos tempos as especialidaes artesanais tendem a concentrar-se nalgumas ruas da cidade que tomam a toponimia das actividades aí desenvolvidas de que a cidade de Lisboa é um exemplo como as ruas dos mercadores, dos sapateiros, do ouro etc.
Hoje, do ponto de vista económico, estes espaços são considerados desinteressantes porque cada vez mais se priorisa a reprodução do capital, de maneira privada.
Os mercados são lugares em que o acto de comprar e vender os produtos da terra faz com que as pessoas se sintam mais próximas a ela, portanto um lugar a defender na cidade para que as pessoas se sintam cada vez mais identificadas com o lugar.

34 - Largo Mouzinho de Albuquerque

Joaquim Augusto Mouzinho de Albuquerque, nasceu na Batalha em, 11 de Novembro de 1855
Oficial de cavalaria a sua fama advém de ter protagonizado a captura do imperador Gungunhana, em 1895 e pela condução da “campanha de pacificaçã”, (leia-se) subjugação das populações locais à administração colonial portuguesa, no território hoje, Moçambique.
Governador Geral de Moçambique até 1898, data em que regressou a Portugal.
Foi nomeado responsável pela educação do príncipe real D. Luís Filipe de Bragança.
Durante o Estado Novo, foi apontado como o exemplo do herói da expansão colonial portuguesa e da missão civilizadora como justificação para a dominação colonial e durante a Guerra Colonial foi feito patrono da Armada de Cavalaria pelos seus valorosos feitos em África, o major de cavalaria.
Suicidou-se em 8 de Janeiro de 1902.

Prisão do Imperador Gungunhana

36 - Largo da Ponte Pedinha


35 - Largo do Palácio

37 - Parque Almeida Araújo






















38 - Praça Dom Pedro IV


D. Pedro IV, filho de D. João VI e de Carlota Joaquinha, nasce no Palácio de Queluz em 1798.
Em 1807 por ocasião das invasões Napoliónicas embarca com a familia real para o Brasil.
Quando em 1821 a corte regressa a Portugal, fica como regente, no Brasil. Achando humilhantes as ordens que lhe chegavam de Lisboa e nomeadamente a decisão das cortes de o fazer regressar à Europa, terá respondido a uma petição dos subditos brasileiros "fico" desobedecendo formalmente a Lisboa. Perante a insistência da ordem, e perante os despachos que recebeu de Lisboa, quando se dirigia ao Rio, diz-se que nas margens do Ipiranga terá lançado o célebre grito "Independência ou Morte" em 7 de Setembro de 1822.
Proclamado Imperador e Defensor Perpetuo do Brasil em 1 de Dezembro de 1822, independência reconhecida em 13 de Maio de 1825. Com a morte de D. João VI, abdica a favor de sua filha D. Maria da Glória, que viria a reinar, como a II de seu nome. Regressa a Portugal quando da guerra civil entre absolutistas e liberais, assumindo a refência do Reino. Morre no seu quarto do Palácio de Queluz em 24 de Setembro de 1834.

39 - Praceta Acácio Barreiros

Acácio Manuel de Frias Barreiros nasceu a 24 de Março de 1948, em Cabinda, em Angola, filho de um funcionário da administração colonial e de uma professora primária. Em 1976 foi pela primeira vez eleito deputado à Assembleia da República, onde esteve até 1979.

Convidado por Mário Soares para integrar as listas de candidatos a deputados ao Parlamento, voltou à Assembleia da República em 1983, de onde sairia em 1987, embora tenha voltado dois anos depois tendo-se mantido como deputado até 2004. Eleito nas listas concorrentes à Camara Municipal de Sintra assumiu a Presidencia da Assembleia Municipal entre 1993 e Janeiro de 2002 . Morreu a 18 de Fevereiro de 2004, vitimado por um cancro, numa altura em que era vice-presidente da bancada parlamentar do PS.

40 - Praceta Alberto Pimentel

Alberto Augusto de Almeida Pimentel, filho de Fortunato Augusto Pimentel e de Ana Olimpia Pimentel, nasceu na cidade do Porto (Cedofeita) em 14 de Abril de 1849, tendo falecido em Queluz, no ano de 1925.
Foi deputado à assembleia Constituinte, encontrando-se no entanto, ainda por fazer a sua biografia política, um aspecto importante da vida madura de Alberto Pimentel.
Encontrei alguns versos com os quais Alberto Pimentel (o político) era cantado nas ruas:

“Boa vai ela!
Ora viva o Pimentela,
Que dá o seu coração
P’ra vencer a eleição.
Boa vai ela!
Ora viva a piscaria.
Vai toda votar em barda
Pela nossa melhoria
Boa vai ela!
Ora viva o Albertinho
Que vai como deputado
Cá pelo nosso povinho.”

41 - Praceta Alferes Santos Dias




43 - Praceta António João Lobato

António João Gonçalves Lobato nasceu em 1909, primeiro-sargento mecânico da Aeronáutica Militar, acompanhou na primeira viagem aérea Lisboa-Timor–Lisboa o Oficial aviador Humberto da Cruz na avioneta “Leopard Moth Dilly" .
Este é um dos maiores feitos da aviação portuguesa e o facto de o avião ser relativamente frágil enobrece ainda mais a façanha.
A 25 de Outubro de 1934, saíram da Amadora com destino a Timor, a bordo do "Dilly".
No dia do regresso, a 21 de Dezembro de 1934, haviam percorrido 42.670km, voando 268 horas e 25 minutos.

Os aviadores saíram de Díli a 13 de Novembro e aterraram na actual cidade da Amadora (Portugal) a 21 de Dezembro, pouco antes do Natal, como desejara Humberto Cruz.
António Lobato foi escolhido como companheiro de vi
agem por Humberto Cruz, devido à sua competência, carácter alegre, correcção, aprumo e camaradagem.
No ano seguinte ao da viagem, em 1935, morreu n
um desastre de avião perto de Viseu. "Morreu o Lobato!". A mensagem que ecoou, na sua simplicidade, transmitia a memória e o carinho colectivos que o País conservava de tão jovem e corajoso ás da navegação aérea."

42 - Praceta António Feliciano de Castilho

António Feliciano de Castilho, nasceu em 26 de Janeiro de 1800, em Lisboa, numa casa da velha rua da Torre de S. Roque, segundo filho e primeiro varão do médico José Feliciano de Castilho, ao serviço da Corte como inspector de hospitais.
Poeta, tradutor, pedagogo e homem de letras, inventor do “Método Castilho de Leitura” A prematura cegueira consequência do sarampo que teve aos seis anos de idade, ocasionou ter de depender a sua formação literária, dos seus mestres e do seu irmão Augusto.
Ainda assim, formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra em 1822,
Viveu em Ponta Delgada onde exerceu grande influência entre a intelectualidade local. Na polémica vulgarmente chamada de Questão Coimbrã: “ Bom-Senso e Bom Gosto” teve contra ele Antero de Quental, Teófilo Braga e Vieira de Castro, do lado de Castilho estavam Ramalho Ortigão e Camilo Castelo Branco.
O título de Visconde de Castilho foi-lhe concedido por decreto de 25 de Maio de 1870.
Faleceu em Lisboa a 18 de Junho de 1875.
Dada a sua fama, no seu funeral viram-se representadas todas as classes da sociedade, os ministros, os seus colegas académicos da Academia das Ciências de Lisboa, os representantes das letras e do jornalismo e os homens mais ilustres da magistratura, do professorado e das forças armadas.





44 - Praceta das Baútas

45 - Praceta Dias da Silva Benemérito











46 - Praceta Dª. Maria Amélia de Sousa




47 - Praceta Dr. Silva Costa



48 - Praceta Eça de Queiroz

José Maria de Eça de Queiroz, nasceu na Póvoa de Varzim em 25 de junho de 1845. Filho de José Maria de Almeida Teixeira de Queiroz, faz os seus estudos no Colégio da Lapa, após o que vai para Coimbra onde se forma em Direito em 1866. Com Antero de Quental fez parte da "Geração de 70" e tomou parte nas célebres "Conferências do Casino". Colabora na "Gazeta de Portugal", fundou e dirigiu o jornal da oposição "O Distrito de Évora". Entre 1870 e 1871 é administrador do Concelho de Leiria. Em Novembro de 1872 é nomeado consul em Havana, depois em Ingaterra e em 1888 consul em Paris. Como romancista escreve e publica o primeiro romance em 1876 a que se seguem muitos outros dos quais destacamos "O Mistério da Estrada de Sintra", em parceria com Ramalho Ortigão, cuja publicação saiu no Diário de Noticias, em forma de cartas anónimas, entre 24 de Julho e 27 de Setembro de 1870 e recebendo a primeira versão em livro em 1884. As suas obras estão traduzidas em cerca de vinte linguas e é de estudo obrigatório em várias Univercidades.
Morre em Paris no ano de 1900.

49 - Praceta Fernandes Fonseca

Alexandre Fernandes da Fonseca, sobrinho do Cónego da Sé da Guarda, nasceu em Aldeia do Bispo, Guarda em 28 de Fevereiro de 1798. Aos 24 anos de idade vai para Lisboa onde se estabelece.
Com o regresso da família real, em 1821, foi necessário efectuar obras nos vários edifícios da casa real pelo que é Fernandes Fonseca, nomeado fiscal dos trabalhos da casa real, e mais tarde apontador-geral das obras dos palácios de S. Bento e das Necessidades.
Funda em Lisboa no 1º andar da Rua dos Fanqueiros nº. 170, em 1841, a Revista Universal Lisbonense, a primeira do seu género, cujo primeiro número sai em 1 de Outubro desse mesmo ano, impressa na typrographia sita na Rua da Condeça nº. 19 e a primeira Associação Operária Mutualista Portuguesa, em 1839.
A partir de 1855 desempenha as funções de porteiro e depois de almoxarife no Palácio de Queluz.